Avenida Osvaldo Aranha, 649, Lajeado, Rio Grande do Sul, Brasil
MAX GUNDER DOLGENER
Filho do imigrante alemão Hans George Dolgener e de Alma Brinkmann Dolgener, Max nasceu em Lajeado aos 16/05/1939. A família humilde, de pai marceneiro e mãe costureira , mais o irmão Kurt Heinz , residiam na Rua Osvaldo Aranha 649, em uma casa às margens do Rio Taquari, no centro de Lajeado, bairro também carinhosamente chamado de “Praia”. Quis o destino que o seu pai padecesse de febre tifoide quando tinha apenas dois anos de idade. Sua mãe, incansável, chefiou a família e zelou pelos filhos através do trabalho árduo na sua máquina de costura. Foram tempos difíceis, de guerra além mar e solidão. Mas com o apoio de amigos e vizinhos, os quais se tornaram a sua família, as dificuldades foram sendo vencidas e a vida retornando ao seu curso.
Também, ele mais o irmão, tiveram o privilégio de serem apadrinhados pelos irmão Maristas durante os anos das séries iniciais, podendo assim frequentar o Colégio São José, atualmente o Castelinho. Na época, instituição essa, destinada aos filhos de famílias abastadas. Ali, em 1958, diplomou-se em Contabilidade. Obteve diploma de Bacharel em Ciências Econômicas pela então FATES em 1976. Seu primeiro emprego foi na Navegação Lajeado. Posteriormente exerceu função de contador no comércio de Secos e Molhados de Valdemar Ely. De 01/05/1964 até sua aposentadoria em 01/01/1986 foi bancário na Cooperativa de Crédito de Lajeado, atual SICREDI. Após, continuou atuando no SICREDI como membro do Conselho Fiscal, de 2001 a 2006 e do Conselho Administartivo de 1993 a 1997 e de 2009 a 2017. Depois de sua aposentadoria empreendeu, abrindo uma loja no ramo da costrução civil. Participou como tesoureiro nas Diretorias dos Clubes Sociais Câmara Júnior, Clube Recreativo Tiro e Caça e Sociedade Amigos do Florestal.
Herdou de seu pai, a habilidade em trabalhar com madeiras, uma grande paixão. Sua marcenaria era o seu templo. O hobby que o acalentou em tempos difíceis e o acompanhou praticamente até os seus últimos dias.
Em 1964, deixou o endereço materno quando casou-se com Gerda Teresinha Heineck. Do casamento nasceram Rosângela e Jorge Roberto.
Max apreciava cuidar da sua horta, do seu sítio e dos seus muitos gatos.
Orgulhava-se como ninguém dos seis netos Emílio Dolgener Cantú, Vicente Cusin Dolgener, Frederico Dolgener Cantú, Ariel Cusin Dolgener, Félix Cusin Dolgener e Maxime Cusin Dolgener.
Max nos deixou em 03/12/2020.* Escrito por Rosângela Dolgener em 21/02/2022, Venâncio Aires, RS.